Showing posts with label and justice for all. Show all posts
Showing posts with label and justice for all. Show all posts

Wednesday, July 04, 2007

Dois regressos


A falta de tempo levou-me a deixar de escrever para o blog. Seis meses depois, uma época de concertos levou-me a escrever novamente umas linhas. Não que a vontade tivesse passado, mas nem sempre conseguimos ter tempo para fazer tudo aquilo que gostamos.


Depois do concerto dos Dream Theater me ter relembrado que já não pego numa guitarra há bastante tempo, o show dos Metallica no SBSR relembrou-me que não escrevia sobre música ainda há mais tempo. Se os mestres do progressivo não foram uma surpresa (a única coisa má foi mesmo o som no Coliseu), já os Metallica deixaram-me algo surpreendido com o setlist. Sim, sei que no Rock in Rio tinham tocado músicas antigas, mas desta vez foram ainda mais longe.

Tocaram o ...And Justice For All, uma das melhores composições da banda, 18 anos depois!!! ( aúltima vez tinha sido em São Paulo, em 1989). Depois, além de clássicos como Ride The Lightning, The Four Horsemen, Disposable Heroes ou Orion (!!!! RIP Cliff Burton), ainda nos deram o Am I Evil, que também não era tocado ao vivo na versão completa há 9 anos. Quem deve mesmo ter ficado a apanhar do ar foi todos os putos e os wannabe Metallica fans, que não devem ter conhecido metade do alinhamento. Temos pena! Há vida antes do black album. Quando se gosta de uma banda, não custa nada ver o que foi feito no passado (sim, porque quando saiu o "Metallica", em 1991, também era um puto).

De resto, a mesma merda de sempre. Cada vez tenho menos paciência para festivais - parece que agora estão na moda e temos que apanhar com otários que nem conhecem o que está no cartaz, mas como é bom comentar com os amigos que estiveram presentes no evento, lá vão eles...

Para quem quiser recordar, eis a pérola, 18 anos depois:
http://youtube.com/watch?v=LO8pQaWEGgk

Thursday, March 02, 2006

Rock Encyclopedia Chapter 9

Clássicos do Rock - de 1980 a 2000
Capítulo
9: 1988


Pela primeira vez na história da música, as vendas de Cd’s ultrapassaram as vendas de vinil. A experiência de ouvir música em casa nunca mais seria a mesma. O formato digital impõe-se de vez e só alguns puristas continuam a comprar discos de vinil.

A nível de lançamentos discográficos, os Soundgarden estreiam-se com “Ultramega OK”, que marca o início de uma das melhores bandas de rock de sempre. Os Suicidal Tendencies lançam “How Will I Laugh Tomorrow When I Can’t Even Smile Today?”, um dos maiores êxitos da banda que ficou conhecida pela sua enérgica mistura de hardcore com heavy metal. Uns Pink Floyd já enfraquecidos pelas saídas de Gilmour e Waters lançam um álbum ao vivo com os maiores êxitos da banda, “Delicate Sound of Thunder”. Mas os discos que mais marcaram este ano foram, na minha opinião, “Operation: Mindcrime” dos Queensrÿche e “...And Justice For All” dos Metallica.


Um álbum conceptual e uma das primeiras grandes obras do rock/metal progressivo. É um álbum muito rico, tanto musicalmente como liricamente. Temas como “Revolution Calling”, “Operation: Mindcrime”, “Suite Sister Mary” (inclui orquestrações de Michael Kamen, o mesmo que trabalhou com os Metallica em S&M) ou “I Don’t Believe in Love” conferem genialidade ao trabalho dos Queensrÿche. Muito focado na política americana, este é daqueles álbuns que têm de se ouvir do princípio ao fim, se queremos perceber a sequência lógica das músicas e a própria “estória” que está por detrás do conceito do disco. Para quem gosta de prog metal actual, "Operation: Mindcrime" é um disco obrigatório para conhecer as referências do passado.


Mais uma obra prima dos norte-americanos. Este foi o primeiro álbum da era pós Cliff Burton, e é, até à data, o álbum mais maturo e complexo dos Metallica em termos de composição musical. Sem perder minimamente o peso e a harmonia de Master of Puppets, este “...And Justice For All” vai ainda mais longe no sentido de estender a capacidade compositora dos Metallica enquanto um todo. “Blackened” abre o álbum a todo o gás, “...And Justice For All” segue-lhe o rasto, e temos logo dois temas longos e épicos, de uma qualidade impressionante. “One” e “Harvester of Sorrow” são outros dois clássicos que fazem parte deste disco, um grande momento instrumental com “To Live is To Die”, o rapídissmo “Dyers Eve”, enfim, “...And Justice For All” é um álbum extremamente rico, de uma complexidade nunca vista em Metallica e que mais uma vez ultrapassou barreiras e estendeu novos caminhos ao heavy metal. O único senão é a produção do álbum, pois a qualidade sonora deixa um pouco a desejar, a juntar ao facto de o baixo praticamente não se ouvir durante todo o álbum por decisão da banda (muito discutível, diga-se) devido a Jason Newsted ser o membro novato que substituiu Cliff Burton.


Até para a semana.
The Feeling's Back!